Demolição travada por causa da falta de documentação |
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| Os empresários responsáveis pelo Villaggio Anchieta
- cujas obras de expansão abalaram as estruturas do edifício Ágata,
no bairro Anchieta, região Centro-Sul da capital - falharam ontem
mais uma vez. Eles não entregaram a documentação necessária ao
Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) para que fosse liberado
o início das obras de contenção no terreno. A partir dessa intervenção
é que será permitida a demolição parcial do prédio, que desde o
dia 2 ameaça desabar sobre quatro outros imóveis. Segundo o chefe da seção de segurança e saúde do trabalhador da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego em Minas Gerais, Ricardo Ferreira Deusdará, os documentos que não foram apresentados interferem na avaliação do risco de acidentes com operários durante as obras. "A área está muito perigosa. Precisamos de uma garantia da segurança dos operários. Precisamos conhecer a probabilidade de algum acidente ocorrer", explicou. Ainda de acordo com Deusdará, os empresários garantiram que hoje irão entregar os documentos e informações que faltam. A expectativa era de que o parecer do MTE para o início das obras de contenção fosse liberado na última sexta-feira, mas as garantias de segurança não foram convincentes. No último dia 5, o ministério proibiu a entrada de qualquer trabalhador no local da obra que não fosse cadastrado com antecedência na Delegacia Regional do Trabalho. Os empresários precisam informar, diariamente, a qualificação e o que cada um deles irá desempenhar no local. |